Saiba mais sobre Madame Mórra

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Diplomata, modelo… Assassina?

 

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Este registro foi coletado após buscas no casarão da foragida Madame Mórra. Não há registros recentes de sua identidade.

“Filha do Conde Júlio Alfredo Mórra, cuja esposa fora assassinada um ano após o matrimônio firmado, assumiu-se como uma das jovens mais bonitas e produzidas para os padrões do século XVIII da sua cidade natal; trajada sempre aos modos das mais caras marcas da capital, esbanjava luxo para justificar a temível vida submersa na depressão de seu pai, afogado no pânico da perda de sua esposa.”

O Ministro das Relações Internacionais nomeia por conseguinte Mórra, cujo nome fora assim em todo o tempo como diplomata, função esta que exerceu de casa para si, e para os cofres públicos assinando listas fantasmas de presença no Consulado Oficial. Eis também a corrupção que não se fala: a burguesia já em seu crescimento cuida muito bem de suas empresas na posse de seu sofá estofado: seu pai, comprando o título de Conde, caindo na invalidez decreto real que lhe oficializava Conde de sua vila, usurpava o restante do dinheiro oriundo dos antigos afazeres de modelo sempre-muito-bem-vestida-e-maquiada-e-um-pouco-violentada. Assim, Mórra torna-se diplomata de sua casa e vive muito bem, obrigado, por longos vinte anos sem ao menos negociar um conflito.”

Trechos do conto Guerra da Minha Rua, do livro de mesmo nome